Oeste da Bahia: pecuária leiteira em pauta

Postado 22 de outubro de 2014 às 21:43 hs

Apostando no crescimento da pecuária leiteira do Vale do Rio Grande, Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) apresentou, durante o I Simpósio de Pecuária Leiteira do Oeste da Bahia, promovido pela Associação dos Produtores de Leite de Riachão das Neves (Rialeite), no último dia 17, o potencial agrícola do Cerrado baiano para garantir a alimentação do rebanho e, consequetimente, o seu crescimento, estimado atualmente em cinco milhões de cabeças de gado de corte e de leite. “O Oeste tem potencial para aumentar e regularizar toda sua produção, mas é necessário que os produtores se organizem de tal forma que, o ciclo produtivo funcione”, disse Neuci Vigna, presidente da Rialeite. Para o diretor de Projetos e Pesquisa em Agronegócio da Aiba, Ernani Sabai, “os criadores poderiam ter uma economia de 22 a 30% no preço da ração, por exemplo, se estivessem reunidos em uma associação ou cooperativa e buscassem aqui mesmo na região a alimentação animal”.

Um entrave para o desenvolvimento da pecuária regional é o processamento e transformação do milho, soja e caroço de algodão em ração. As forças políticas do Oeste precisam se debruçar na luta em defesa da industrialização dos grãos que brotam do solo do Cerrado. Esse um desafio!

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“Aí de carroça andei cumpade”, por Gervásio Lima

Postado às 18:15 hs

Convidar alguém mais abastado para batizar um filho foi, e aqui e acolá ainda é, praticamente uma tradição dos que se achavam inferiores financeiramente e “letradamente”. Geralmente os que eram considerados ricos ou com um grau de instrução superior eram os mais requisitados para ser “cumpade”.

Ter uma figura da ‘sociedade’ como compadre ou comadre (padrinho ou madrinha de um filho ou de uma filha), era algo linsonjeoso, motivo de orgulho e, como se diz atualmente entre os jovens, uma verdadeira ostentação. Observando através de um olhar crítico, o que aconteceia nada mais era do que uma maneira de se provocar uma aproximação com uma realidade diferente, com um seleto grupo que gozava de benéficies antes nunca propiciada aos menos favorecidos e aos desprovidos de patrimônios materiais, culturais e educacionais.

Um ‘cumpade’ ou uma ‘cumade’ doutor, doutora, professor, professora, comerciante (não se utilizava a expressão empresário) ou político, era certeza de um presentinho no aniversário ou em final de ano e de construção de vínculo afetivo com os que viviam num mundo distante e diferente na concepção de muitos. Para muitos a relação ia mais longe, os compadres e comadres eram o segundo pai e a segunda mãe; caso os pais biológicos viessem a falecer o ‘padins’ eram os responsáveis pela manutenção e educação do afilhado. Entretanto, permeava o sentimento de amizade e respeito mútuo. A quem diga que compadre deriva do padre (pai) e comadre de madre (mãe).

Fatos históricos como este servem para desconstruir e exemplificar, de certa forma, na prática, como eram as relações entre as pessoas que viviam numa mesma socieade mais que precisavam de pretextos para poder se relacionar.

Nos dias atuais, com a inclusão e ascensão social das classes mais baixas que aumentaram suas rendas e passaram a ter melhores padrões de consumo, por conta de políticas públicas de redistribuição de renda, o aumento das oportunidades de trabalho e emprego, do acesso facilitado à educação profissional e universitária, entre outros avanços conquistados nos últimos anos, a relação entre os ‘padins’ e os ‘cumpades’ continua a mesma, prevalecendo o respeito e a amizade, mas com a diferença de que o nível econômico e social não é mais requisito para as escolhas, até porque todo o brasileiro e brasileira disputam todos os espaços de igual para igual, independente de ser engenheiro, pedreiro, padeiro, enganador ou doutor.

E isso ainda incomoda a muitos. No final de novembro de 2012, a colunista da Folha de São Paulo Danuza Leão dizia que ir a Paris ou Nova York havia perdido a graça porque já não era algo exclusivo – uma vez que até o porteiro do prédio pode realizar esses desejos. “Ir a Nova York já teve sua graça, mas, agora, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça?” (confira)

O descabido, estupido e infeliz depoimento é um retrato da elite brasileira, que busca o prazer aristocrático e não se conforma com a ascensão social dos seus semelhantes. O texto reflete a visão de mundo da própria Danuza, que, em determinado momento de sua existência, conseguiu se descolar do restante da sociedade.

   

“...A cabo de poucos meses

A riqueza se acabou

Nascendo o dito menino

Riqueza nenhuma achou

 

Nasceu o dito menino

Ficou com muita alegria

Procurando padrinho rico

Com arte de sabedoria

 

Procurando um homem rico

Para ser padrinho do filho

Só não procurava os pobres

Porque eles não serviam...”

   

PELEJA DA ALMA (do cantador paraibano Silvino Pirauá - Jangada Brasil)

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Ibotirama: Terence intensifica melhorias no centro urbano

Postado 21 de outubro de 2014 às 19:24 hs

Ibot1

Quando se fala em trabalhar pelo município, o prefeito de Ibotirama, Terence Lessa (PT) se encaixa perfeitamente. Após a recuperação de avenidas importantes da cidade, com serviços de recapeamento e pavimentação, o jovem prefeito inicia agora as obras nos canteiros centrais de diversas avenidas da cidade. Segundo o próprio Terence, o trabalho não vai parar por ai. “É neste intuito que buscamos melhorar cada vez mais a qualidade de vida de todos os Ibotiramenses. Estamos fazendo um trabalho sério e de constante crescimento, com aquisição de benefícios que afetam diretamente na condição de vida do nosso povo. É com responsabilidade e comprometimento que nossa gestão vem trabalhando a cada minuto”, comentou o prefeito. (Texto João Néris | imagens Italo Lessa)

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Luís Eduardo: prefeitura cuida da saúde de catadores de materiais recicláveis

Postado às 16:26 hs

Catadores

A secretaria de Meio Ambiente e Economia Solidária promoveu na noite de segunda-feira, 20, nova etapa do Programa Saúde do Catador, com a realização de consultas médicas aos integrantes do projeto Coleta Seletiva Solidária de Luís Eduardo Magalhães, na Policlínica Municipal. Os catadores passaram por um médico clinico geral e posteriormente foram encaminhados para especialistas como cardiologistas, dentistas, oftalmologistas, urologistas e ginecologistas. O objetivo é que esses profissionais sejam valorizados como seres humanos e tenham melhorias na qualidade de vida. “Incentivamos esse tipo de ações, pois entendemos que a sociedade só tem a ganhar com o apoio dos serviços prestados pelos catadores de materiais reciclados”, comentou a secretária Fernanda Aguiar.

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Barreiras: Fasb doa alimentos para projeto social

Postado às 16:12 hs

Fasb

Nesta segunda-feira (20) a Faculdade São Francisco de Barreiras doou mais de 100kg de alimentos não perecíveis para o projeto Esperancidade, iniciativa da Igreja Batista Esperança, no bairro São Pedro. Os alimentos foram recolhidos nas inscrições dos participantes do II Simpósio de Fisioterapia da FASB que aconteceu nos dias 07 e 08 de outubro no Laboratório de Medicina da instituição.

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Grilagem: Barreiras perde 30 mil hectares de seu território; Luís Eduardo quer tomar porto seco da Fiol

Postado às 11:40 hs

Uma notícia nada boa para Barreiras pode esquentar a relação entre a metrópole do Oeste e a capital do agronegócio, Luís Eduardo Magalhães. Circula a informação de que uma manobra na Assembleia Legislativa da Bahia teria reduzido o território de Barreiras em cerca de 30 mil hectares, área equivalente a soma total do cultivo de café no município. O terreno estaria localizado entre a fazenda Agronol e a divisa com São Desidério em linha reta. Na área em disputa deve ser instalado o porto seco da ferrovia Oeste-Leste, o que representará significativo aumento na arrecadação do município-sede do porto. Relatos dão conta que o prefeito Antonio Henrique não estaria nada satisfeito com o gestor de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, e mais ainda com os deputados Herbert Barbosa (DEM) e Kelly Magalhães (PCdoB), já que estes últimos sabiam da movimentação e nada fizeram para impedir.

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De contraditória a guia tucano

Postado às 09:53 hs

Marina

Se não bastasse boa parte do seu plano de governo, o candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, também copiou outro mote da campanha de Marina Silva (PSB) e prometeu montar um governo com “os melhores” políticos de diferentes partidos, incluindo aqueles que hoje não estão ao seu lado.

Durante a campanha no primeiro turno, Marina disse diversas vezes que pretendia reunir em um governo seu os melhores nomes do PT, do PSDB do PMDB e de outros partidos que durante a campanha não estavam na sua campanha.

“O meu projeto é de resgate de valores na vida pública, da ética, da decência, é um projeto que vai buscar nos melhores brasileiros, e não nos aliados, os quadros para governar o país”, disse Aécio no início da tarde de ontem (20/out) no município de Caeté, Minas Gerais.

Marina, que sofreu duras críticas de Aécio no primeiro, entre as quais que a candidatura dela representava um "conjunto de boas intenções que não consegue superar suas imensas contradições", hoje serve ao tucano como uma espécie de cajado, guiando Aécio na aridez da disputa.

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