Grilagem: na boa ou na tora?

Postado 23 de outubro de 2014 às 19:54 hs

Antonio x HSC

Os prefeitos de Barreiras, Antonio Henrique, e o de Luís de Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, se encontraram pela primeira vez, no fim da noite de terça-feira,  21, após a publicação deste blog do post Grilagem: Barreiras perde 30 mil hectares de seu território; Luís Eduardo quer tomar porto seco da Fiol. Como não poderia ser diferente, haja vista a gravidade da questão, o tema da matéria dominou o rápido debate entre os líderes políticos. Por um instante Humberto tentou argumentar sobre a situação, mostrado documentos com auxílio do economista Sérgio Pitt, mas logo fora repreendido por Antonio, como demonstra a imagem acima. "Só trato deste assunto após as eleições. Depois resolveremos isso, de um jeito ou do outro", retrucou Tonhão, em defesa de Barreiras.

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Grilagem ll: localização do porto seco não está clara

Postado às 19:51 hs

Mapa Lem x Barrs

Durante o encontro, quase por acaso, entre os prefeitos Antonio Henrique e Humberto Santa Cruz, na porta do hotel Solar das Mangueiras, em Barreiras, no fim da noite de terça-feira,  21, o economista Sérgio Pitt apresentou um mapa que representaria o novo limite territorial do município de Luís Eduardo Magalhães (imagem acima). Pelo desenho, Barreiras perde quase 30 mil hectares de terras produtivas e de alto valor agrícola. Pitt se queixou do ZDA pela publicação da matéria que trata do assunto. Segundo o economista, "aquilo não é notícia, mas sim desinformação". Sérgio Pitt afirmou que a contenda nada tem haver com o porto seco da Ferrovia Oeste-Leste. Mas, por outro lado, não provou se o porto ficará em Barreiras ou na gleba anexada por Luís Eduardo Magalhães.

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Grilagem III: Barreiras pode perder mais de R$ 3 milhões em arrecadação

Postado às 19:50 hs

De acordo com um especialista em tributos públicos procurado pelo ZDA, Barreiras perderá anualmente R$ 3.150.000 de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, que vão em 100% para os cofres da prefeitura do município se ela mesmo realizar a cobrança. A área tributável, os 30 mil hectares retirados de Barreiras e anexados a Luís Eduardo Magalhães, dá R$ 90.000.000 pela pauta do município, ou 60 sacas de soja por hectare. Sobre isso incide uma alíquota de 0,03 a 8,60. Com alíquota média de 3,50%. Esse valor, porém, pode atingir facilmente até 30 mil reais por hectare. Sobre esse valor é pago a alíquota do ITR.

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Grilagem IV: Santa Cruz garante que não sabia de nada

Postado às 19:50 hs

"Assim como Antonio Henrique foi pego de surpresa, nós também", afirmou o prefeito de Luís Eduardo Magalhães ao ser instado pelo ZDA sobre a celeuma envolvendo os 29.562,55 hectares retirados do território de Barreiras. Santa Cruz argumentou que em 2013 foi apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia um projeto visando atualizar os limites dos municípios que integram o Território de Identidade Bacia do Rio Grande e que recentemente, durante a confecção dos mapas para a revisão do Plano Diretor de Luís Eduardo Magalhães, foi feita uma consulta à Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão do governo do Estado, e esta passou um mapa diferente dos apresentados pelo IBGE e GeoBahia -Inema. Humberto Santa Cruz se defendeu dizendo ainda que nada mais fez do que cumprir a legislação.

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Grilagem V: uma lei de faz de conta

Postado às 19:49 hs

O novo mapa de Luís Eduardo Magalhães, ou seja, a anexação de cerca de 30 mil hectares do território de Barreiras, tem como base legal o Projeto de Lei da Assembleia Legislativa da Bahia nº 12.906/2013. Num trecho da propositura, o relator do projeto, deputado João Bonfim (PDT), anota que um dos  passos para estabelecer a nova divisão territorial dos municípios "consiste na elaboração de Projetos de Lei para a atualização da divisão político-administrativa da Bahia, tomando como áreas de trabalho os Territórios de Identidade. Estes Projetos são elaborados por equipes compostas por técnicos da SEI e do IBGE, coordenadas pela primeira instituição e supervisionadas pela Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa, contando, na etapa de campo, com a participação dos gestores municipais ou de seus representantes e de parcelas da população envolvidas". Tomando com base a surpresa dos prefeitos de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães com a mais recente divisão, é possível afirmar que a lei contrariou a própria lei.

 

Enfim, o que temos, uma uma legislação de faz de conta,

ou um parlamento de brincadeirinha?

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Oeste da Bahia: pecuária leiteira em pauta

Postado 22 de outubro de 2014 às 21:43 hs

Apostando no crescimento da pecuária leiteira do Vale do Rio Grande, Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) apresentou, durante o I Simpósio de Pecuária Leiteira do Oeste da Bahia, promovido pela Associação dos Produtores de Leite de Riachão das Neves (Rialeite), no último dia 17, o potencial agrícola do Cerrado baiano para garantir a alimentação do rebanho e, consequetimente, o seu crescimento, estimado atualmente em cinco milhões de cabeças de gado de corte e de leite. “O Oeste tem potencial para aumentar e regularizar toda sua produção, mas é necessário que os produtores se organizem de tal forma que, o ciclo produtivo funcione”, disse Neuci Vigna, presidente da Rialeite. Para o diretor de Projetos e Pesquisa em Agronegócio da Aiba, Ernani Sabai, “os criadores poderiam ter uma economia de 22 a 30% no preço da ração, por exemplo, se estivessem reunidos em uma associação ou cooperativa e buscassem aqui mesmo na região a alimentação animal”.

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“Aí de carroça andei cumpade”, por Gervásio Lima

Postado às 18:15 hs

Convidar alguém mais abastado para batizar um filho foi, e aqui e acolá ainda é, praticamente uma tradição dos que se achavam inferiores financeiramente e “letradamente”. Geralmente os que eram considerados ricos ou com um grau de instrução superior eram os mais requisitados para ser “cumpade”.

Ter uma figura da ‘sociedade’ como compadre ou comadre (padrinho ou madrinha de um filho ou de uma filha), era algo linsonjeoso, motivo de orgulho e, como se diz atualmente entre os jovens, uma verdadeira ostentação. Observando através de um olhar crítico, o que aconteceia nada mais era do que uma maneira de se provocar uma aproximação com uma realidade diferente, com um seleto grupo que gozava de benéficies antes nunca propiciada aos menos favorecidos e aos desprovidos de patrimônios materiais, culturais e educacionais.

Um ‘cumpade’ ou uma ‘cumade’ doutor, doutora, professor, professora, comerciante (não se utilizava a expressão empresário) ou político, era certeza de um presentinho no aniversário ou em final de ano e de construção de vínculo afetivo com os que viviam num mundo distante e diferente na concepção de muitos. Para muitos a relação ia mais longe, os compadres e comadres eram o segundo pai e a segunda mãe; caso os pais biológicos viessem a falecer o ‘padins’ eram os responsáveis pela manutenção e educação do afilhado. Entretanto, permeava o sentimento de amizade e respeito mútuo. A quem diga que compadre deriva do padre (pai) e comadre de madre (mãe).

Fatos históricos como este servem para desconstruir e exemplificar, de certa forma, na prática, como eram as relações entre as pessoas que viviam numa mesma socieade mais que precisavam de pretextos para poder se relacionar.

Nos dias atuais, com a inclusão e ascensão social das classes mais baixas que aumentaram suas rendas e passaram a ter melhores padrões de consumo, por conta de políticas públicas de redistribuição de renda, o aumento das oportunidades de trabalho e emprego, do acesso facilitado à educação profissional e universitária, entre outros avanços conquistados nos últimos anos, a relação entre os ‘padins’ e os ‘cumpades’ continua a mesma, prevalecendo o respeito e a amizade, mas com a diferença de que o nível econômico e social não é mais requisito para as escolhas, até porque todo o brasileiro e brasileira disputam todos os espaços de igual para igual, independente de ser engenheiro, pedreiro, padeiro, enganador ou doutor.

E isso ainda incomoda a muitos. No final de novembro de 2012, a colunista da Folha de São Paulo Danuza Leão dizia que ir a Paris ou Nova York havia perdido a graça porque já não era algo exclusivo – uma vez que até o porteiro do prédio pode realizar esses desejos. “Ir a Nova York já teve sua graça, mas, agora, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça?” (confira)

O descabido, estupido e infeliz depoimento é um retrato da elite brasileira, que busca o prazer aristocrático e não se conforma com a ascensão social dos seus semelhantes. O texto reflete a visão de mundo da própria Danuza, que, em determinado momento de sua existência, conseguiu se descolar do restante da sociedade.

   

“...A cabo de poucos meses

A riqueza se acabou

Nascendo o dito menino

Riqueza nenhuma achou

 

Nasceu o dito menino

Ficou com muita alegria

Procurando padrinho rico

Com arte de sabedoria

 

Procurando um homem rico

Para ser padrinho do filho

Só não procurava os pobres

Porque eles não serviam...”

   

PELEJA DA ALMA (do cantador paraibano Silvino Pirauá - Jangada Brasil)

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