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O avanço do primeiro leilão nacional voltado para sistemas de armazenamento de energia em baterias trouxe uma discussão importante para o setor elétrico brasileiro. Especialistas alertam que a manutenção da alíquota de importação de 70% sobre equipamentos pode aumentar custos, reduzir investimentos e acabar refletindo na conta de luz dos consumidores.

O Brasil regulamentou recentemente o uso de sistemas de armazenamento de energia e prepara seu primeiro leilão específico para a contratação dessas tecnologias. A expectativa é que o segmento movimente bilhões de reais nos próximos anos, impulsionando a modernização da infraestrutura energética nacional.

No entanto, representantes do setor argumentam que a elevada tributação sobre baterias importadas pode comprometer a competitividade dos projetos e elevar os custos das futuras operações. Segundo análises do mercado, o encarecimento dos equipamentos tende a ser repassado ao preço final da energia.

O debate ocorre em meio ao crescimento da demanda por soluções de armazenamento energético, consideradas fundamentais para ampliar a eficiência do sistema elétrico brasileiro e apoiar a expansão das fontes renováveis.

A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, visitou a Bahia Farm Show 2026, em Luís Eduardo Magalhães, reforçando a aproximação entre o setor empresarial e o agronegócio baiano.

Durante a agenda, a dirigente liderou uma comitiva da entidade com o objetivo de ampliar parcerias institucionais e fortalecer o relacionamento com produtores rurais, empresários e lideranças ligadas ao agro. A visita ocorre em um momento em que a Bahia Farm Show consolida sua posição entre os principais eventos do agronegócio brasileiro.

O encontro também evidencia a crescente integração entre comércio, indústria e produção agrícola, setores que têm papel fundamental no desenvolvimento econômico da Bahia. O Oeste baiano, especialmente municípios como Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, concentra uma das regiões agrícolas mais dinâmicas do país.

A Bahia Farm Show 2026 tem sido muito mais do que uma vitrine de máquinas e tecnologias agrícolas. Em Luís Eduardo Magalhães, milhares de estudantes da rede municipal estão participando de visitas guiadas à feira, transformando o evento em uma verdadeira sala de aula a céu aberto.

As caravanas escolares chegam diariamente ao parque da feira para conhecer de perto equipamentos agrícolas, inovações tecnológicas e iniciativas ligadas ao agronegócio. Além dos estandes, os alunos também participam de atividades recreativas e educativas organizadas pela Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, que disponibilizou atrações gratuitas e espaços de integração para crianças e adolescentes.

A ação reforça a importância da Bahia Farm Show como ferramenta de formação e aproximação dos jovens com um dos setores mais relevantes da economia regional. A feira, que celebra 20 anos em 2026, reúne produtores, empresas e instituições de todo o país no Oeste da Bahia.

Um grupo de trabalho foi criado durante a Bahia Farm Show 2026 para dar início ao processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG) do algodão produzido no Oeste da Bahia. A iniciativa pretende valorizar a qualidade da fibra produzida na região e fortalecer sua presença nos mercados nacional e internacional.

A proposta reúne representantes do setor produtivo, entidades agrícolas e órgãos governamentais. O objetivo é construir os estudos técnicos necessários para comprovar as características únicas do algodão cultivado na região, permitindo a obtenção do selo de origem reconhecido nacionalmente.

O Oeste baiano é um dos maiores polos produtores de algodão do Brasil, com destaque para municípios como Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério e Formosa do Rio Preto. O reconhecimento por Indicação Geográfica pode agregar valor ao produto, ampliar mercados e fortalecer ainda mais a competitividade da cotonicultura regional.

A Bahia Farm Show 2026 adotou pela primeira vez um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), iniciativa que pretende garantir a destinação correta de até 500 toneladas de resíduos produzidos durante a pré-montagem, realização e desmontagem da feira. O projeto integra as ações de sustentabilidade da edição que celebra os 20 anos do maior evento de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste.

O plano prevê coleta seletiva, separação adequada dos materiais, monitoramento técnico e rastreabilidade dos resíduos gerados ao longo do evento. A organização informou que a ação terá caráter permanente e faz parte da estratégia para transformar a feira em uma referência nacional em práticas ESG e sustentabilidade.

Além de movimentar bilhões em negócios, a Bahia Farm Show busca ampliar sua atuação ambiental, alinhando crescimento econômico e responsabilidade socioambiental no Oeste da Bahia.

Setenta e uma famílias do Assentamento Rio de Ondas, em Luís Eduardo Magalhães, receberam títulos definitivos de domínio entregues pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Com a nova etapa de regularização fundiária, o assentamento alcança 63,9% dos lotes oficialmente titulados. A cerimônia aconteceu no auditório da Fundação Bahia e reuniu representantes do governo federal, produtores e beneficiários da reforma agrária.

A titulação definitiva garante maior segurança jurídica às famílias assentadas, permitindo acesso facilitado a crédito rural, programas governamentais e investimentos nas propriedades. A medida também fortalece o desenvolvimento econômico das áreas rurais e amplia as oportunidades de crescimento para pequenos produtores.

No Oeste da Bahia, a regularização fundiária é considerada estratégica para fortalecer a agricultura familiar e impulsionar a produção rural em municípios que apresentam forte crescimento econômico e agrícola.