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A Bahia registrou avanço expressivo nos índices de alfabetização escolar entre 2024 e 2025. Dados divulgados pelo Ministério da Educação indicam que 55% dos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental estão alfabetizados no estado — resultado que supera a meta de 50% estabelecida para o período e representa uma melhora de 19 pontos percentuais em apenas um ano.

O crescimento é atribuído à implementação do Programa Bahia Alfabetizada, política estadual que combina apoio técnico e pedagógico aos municípios com distribuição de materiais didáticos gratuitos, elaboração de planos de recuperação da aprendizagem e acompanhamento contínuo das estratégias educacionais adotadas nas redes municipais.

Os números municipais reforçam o alcance da mudança. O total de cidades com mais de 60% das crianças alfabetizadas saltou de 11 para 56 entre os dois anos. No outro extremo, o grupo de municípios com índice abaixo de 25% caiu de 58 para apenas 10. A meta da Secretaria Estadual de Educação é que, em 2026, nenhum município baiano permaneça abaixo desse patamar.

Para os municípios do Oeste da Bahia, como Barreiras e Luís Eduardo Magalhães — que combinam crescimento populacional acelerado com demanda crescente por serviços educacionais de qualidade —, os resultados do programa são especialmente relevantes. A expansão da alfabetização na idade certa é condição essencial para formar a base de capital humano que sustentará, no futuro, a força de trabalho qualificada de que a região necessita para consolidar seu desenvolvimento econômico.

O programa também prevê a criação de comitês de acompanhamento, encontros com gestores municipais e reforço de convênios para investimentos em infraestrutura escolar, incluindo construção de creches e aquisição de mobiliário. Para 2026, o Ministério da Educação estabeleceu meta de 56% de crianças alfabetizadas na Bahia.

Uma operação de fiscalização sanitária realizada na última sexta-feira (20) no Centro de Abastecimento de Barreiras (CAB) resultou na apreensão de 870 quilos de carne considerada imprópria para consumo. A ação, denominada “Carne Clandestina”, foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia e reuniu Procon Barreiras, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), Vigilância Sanitária Municipal, Ibametro, Secretaria Municipal de Agricultura e Tecnologia e Polícia Militar.

Durante as inspeções, os fiscais constataram uma série de irregularidades tanto nas condições de consumo quanto nas condições sanitárias dos estabelecimentos. Entre as faltas identificadas estavam ausência de tabelas de preços, inexistência do exemplar obrigatório do Código de Defesa do Consumidor e uso de balanças sem aferição do Ibametro.

No campo sanitário, o cenário foi ainda mais grave. Foram encontrados produtos transportados sem refrigeração adequada, carnes sem comprovação de origem e utensílios em condições inadequadas de higiene, com superfícies contaminadas e falhas no controle de pragas. Todo o material apreendido foi encaminhado a um frigorífico local e submetido a incineração, eliminando o risco de chegada desses produtos à mesa do consumidor.

Os estabelecimentos flagrados nas irregularidades foram autuados e podem responder a processos administrativos, com penalidades que incluem multas, interdição e cassação da licença de funcionamento.

A operação reforça a necessidade de fiscalização permanente nos mercados de alimentos de uma cidade como Barreiras, que cresce rapidamente e concentra grande volume de comercialização de produtos perecíveis. A atuação integrada entre órgãos municipais, estaduais e o Ministério Público sinaliza um padrão de vigilância sanitária mais robusto, fundamental para garantir a segurança alimentar da população do Oeste baiano.

A Secretaria Municipal de Saúde de Luís Eduardo Magalhães promove neste sábado (28) o Dia D de Mobilização contra a Influenza, ação que integra a Campanha Nacional de Vacinação 2026 e que acontece simultaneamente em todo o país. O atendimento ocorrerá em todas as Unidades Básicas de Saúde do município com sala de vacinação, das 8h às 16h.

A iniciativa é voltada exclusivamente ao público prioritário definido pelo Ministério da Saúde. Devem procurar as unidades idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente. Também integram o grupo prioritário trabalhadores da saúde, professores, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo, trabalhadores portuários, profissionais das forças de segurança e das Forças Armadas, povos indígenas, população privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas.

Para receber a vacina, os cidadãos devem comparecer à unidade de saúde mais próxima com documento de identificação e caderneta de vacinação. Profissionais das categorias listadas devem apresentar comprovante de vínculo trabalhista ou registro profissional.

Em LEM, polo do agronegócio nacional com intensa circulação de trabalhadores rurais, motoristas e prestadores de serviço, a vacinação contra a influenza tem impacto direto na saúde da força de trabalho que sustenta a economia local. A imunização protege contra complicações graves, internações e óbitos decorrentes das infecções pelos vírus da gripe, sendo a prevenção a forma mais eficaz e acessível de enfrentar o período sazonal da doença.

O Museu Geológico da Bahia (MGB), em Salvador, foi palco nesta segunda-feira (23) de um encontro formativo voltado para beneficiárias do Programa Primeiro Emprego (PPE), com foco no fortalecimento do protagonismo feminino no mundo do trabalho. O evento reuniu mais de 120 participantes e foi organizado pela Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE).

A iniciativa integra a agenda do Mês da Mulher e trouxe ao centro do debate um tema sensível e atual: os desafios enfrentados pelas mulheres para conciliar vida pessoal e profissional, especialmente aquelas que ingressam no mercado de trabalho por meio de programas de inclusão produtiva. O encontro promoveu escuta qualificada sobre os desafios e as estratégias de superação construídas ao longo das trajetórias profissionais das participantes.

O Programa Primeiro Emprego, administrado pela FLEM, é uma das principais políticas do governo estadual de inserção de jovens no mercado formal de trabalho. Ao ter a Fundação Luís Eduardo Magalhães como gestora — instituição que leva o nome do município que se tornou símbolo do agronegócio baiano —, o programa carrega uma dimensão simbólica que conecta o interior à agenda de desenvolvimento humano do estado.

Para o Oeste da Bahia, iniciativas como essa têm reflexo direto: a região, que cresce em ritmo acelerado, ainda enfrenta desafios na qualificação e inserção profissional de jovens, especialmente mulheres oriundas de famílias de agricultores ou de bairros periféricos das cidades polo. Programas de primeiro emprego com recorte de gênero respondem a essa demanda e contribuem para um crescimento mais inclusivo.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) realiza, até o dia 27 de março, o primeiro treinamento do Programa Terra Cidadã na Bahia. A capacitação acontece na sede regional do Incra em Salvador e prepara 19 profissionais — 17 servidores municipais de 11 prefeituras e dois representantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA) — para o atendimento ao público nas áreas de reforma agrária e regularização fundiária.

Entre os municípios participantes estão Mansidão, Luís Eduardo Magalhães e Carinhanha, todos localizados no Oeste baiano. A presença de LEM no programa reforça o reconhecimento do município como polo estratégico da região, onde a regularização fundiária tem impacto direto sobre produtores rurais, assentados e pequenos agricultores.

O Programa Terra Cidadã tem como objetivo ampliar e agilizar o acesso a serviços relacionados às políticas de reforma agrária, governança fundiária e regularização de territórios quilombolas. A capacitação abrange o uso da Plataforma de Governança Territorial, além dos sistemas de cadastro rural e gestão fundiária do Incra. Ao concluir o treinamento, os servidores municipais estarão aptos a emitir o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural para propriedades de até 15 módulos fiscais — um serviço de alta demanda em regiões com forte presença do agronegócio e da agricultura familiar, como o Oeste da Bahia.

Para municípios como LEM, onde a atividade rural movimenta bilhões de reais anualmente, ter servidores locais capacitados para operar sistemas fundiários federais representa um avanço significativo na desburocratização e no acesso a políticas públicas no campo.

Barreiras segue avançando no mapa econômico da Bahia. Dados divulgados pelo IBGE mostram que a cidade alcançou a 7ª colocação entre as maiores economias do estado, com um Produto Interno Bruto de R$ 9,49 bilhões. O resultado reforça o papel estratégico que a capital do Oeste baiano vem desempenhando no cenário econômico regional e estadual.

O crescimento é sustentado por uma base produtiva diversificada, mas com destaque central para o agronegócio. A região do Oeste baiano, que tem em Barreiras e em Luís Eduardo Magalhães seus principais polos urbanos, é responsável por uma fatia expressiva da produção nacional de grãos, com lavouras tecnificadas, forte cadeia logística e intensa atividade de armazenamento e escoamento de commodities.

Além do agro, outros setores acompanham o ritmo de expansão: o comércio cresce, os serviços se fortalecem e o aumento populacional contribui para a diversificação da economia local. Esse conjunto de fatores faz de Barreiras uma cidade que deixou de ser apenas um ponto de passagem no mapa para se tornar um destino de investimentos, empregos e negócios.

A ascensão no ranking do PIB não é um fenômeno isolado — ela reflete um movimento estrutural de interiorização do desenvolvimento econômico baiano, no qual municípios fora da capital e da região metropolitana passam a concentrar geração de riqueza, atração de empresas e crescimento populacional de forma sustentada. Para o Oeste da Bahia, esse cenário representa uma janela de oportunidades que exige, em paralelo, investimentos em infraestrutura urbana, saneamento e serviços públicos compatíveis com o dinamismo econômico da região.