A realização de exercícios físicos tem se mostrado um tratamento auxiliar reduzindo as taxas sanguíneas e os riscos cardiovasculares.
Seguindo práticas corretas de musculação é possivel modificar a taxa de colesterol total, glicemia, aumentar a sensibilidade à insulina, reduzir a pressão arterial e os riscos de doenças cardiovasculares.
Dependendo da intensidade e volume de treinamento, o exercício físico mantém a taxa metabólica aumentada por algumas horas após o exercício, podendo chegar até 24 horas. Esse fenômeno é conhecido como Excesso de Oxigênio Consumido Pós-Exercício (EPOC), aumentando o gasto calórico diário e auxiliando para manter o balanço energético negativo favorecendo na redução da massa corporal total.
Esse fenômeno acontece para restabelecer as alterações causadas pelo exercício, como restauração das reservas energéticas, efeito termogênico, turnover protéico e uma maior estimulação simpática.
Diferentemente do exercício aeróbico, a pratica de musculação tem sido menos indicada devido ao menor gasto calórico durante o exercício, porém muitas vantagens são encontradas na pratica da musculação, como por exemplo, o aumento da massa muscular, que aumenta a Taxa de Metabolismo Basal (TMB) e auxilia no gasto calórico diário total (Ciolac e Guimarães, 2004). Diretrizes de exercício físico recomendam a inclusão da musculação em protocolos de emagrecimento por melhorar a capacidade funcional e aumentar o gasto calórico diário (Santos, Nascimento e Liberali, 2008). .
A prática somente do treinamento aeróbico associado a dietas hipocalóricas, pode induzir a redução da massa muscular, reduzindo a taxa de metabolismo basal e o gasto calórico diário. Além da prática da musculação auxiliar no aumento da taxa metabólica basal, gera um aumento da massa muscular, potência muscular e resistência muscular, aumentando a participação de pessoas obesas em atividades diárias, aumentando sua autonomia (Tubaldini e colaboradores, 2008).