A produção de sorgo na Bahia registrou crescimento de 39% na safra 2024/2025, consolidando o grão como uma matéria-prima estratégica para o setor de biocombustíveis e fortalecendo a economia agrícola regional.

O avanço é impulsionado pela resistência da cultura à seca, sua adaptação ao solo do cerrado e pelas condições climáticas favoráveis na região oeste do estado. Dados da Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri) apontam que a área plantada passou de 150 mil para 160 mil hectares, acompanhada por melhorias tecnológicas que aumentaram a produtividade.

O sorgo se destaca pela viabilidade econômica, com custo de produção cerca de 50% menor que o do milho e menor exigência hídrica, tornando-se opção vantajosa para pequenos e médios produtores. Essa característica favorece o uso de áreas ociosas, a rotação de culturas e o fortalecimento da diversificação agrícola.

No setor de biocombustíveis, o sorgo ganha relevância como fonte para a produção de etanol de segunda geração, devido à sua alta concentração de amido. Além de ampliar a oferta de matéria-prima, a cultura permite a fabricação de DDGS, subproduto utilizado na alimentação animal, agregando valor à cadeia produtiva.

A capacidade de adaptação do sorgo a regiões de sequeiro, com chuvas irregulares, reforça seu potencial em um cenário de mudanças climáticas, garantindo produção sustentável e segura. Programas como o Prodeagro e iniciativas da Seagri têm incentivado a expansão da cultura, que já ocupa o quarto lugar entre as mais importantes do estado.

Com expectativa de crescimento contínuo, o sorgo se firma como solução estratégica para atender à demanda crescente por biocombustíveis, impulsionando a matriz energética renovável e a economia agrícola da Bahia.

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