O Brasil tem avançado como um dos países com maior potencial para liderar a produção de biocombustíveis e hidrogênio verde, reforçando sua posição estratégica na transição energética global. O tema foi debatido no painel “O Green Deal brasileiro – energia limpa e renovação industrial”, realizado durante o FT Climate & Impact Summit Latin America e Brasil 2030, que reuniu lideranças empresariais e do agronegócio.

A energia solar e eólica foram apontadas como pilares do desenvolvimento sustentável, especialmente no Nordeste, região que concentra grande parte da geração renovável do país. Entre os desafios está o Curtailment, quando parte da energia produzida é desperdiçada devido a limitações operacionais do sistema. A adoção de tecnologias de armazenamento em baterias foi destacada como solução central para garantir eficiência e ampliar a capacidade de integração da matriz.

O agronegócio também tem papel fundamental nessa transição. Além de alimentos, fibras e insumos industriais, o setor já contribui com energia renovável, utilizando biomassa e subprodutos vegetais e animais. O fortalecimento da produção de etanol, biodiesel, biogás e biometano pode consolidar o Brasil como um centro global de energia limpa.

No setor de transportes, responsável por cerca de 11% das emissões nacionais, a diversificação da matriz é vista como prioridade. O aumento da participação do transporte ferroviário e hidroviário é apontado como alternativa para reduzir a dependência do modal rodoviário e diminuir os impactos ambientais.

Outro ponto de destaque é o Sistema Interligado Nacional (SIN), considerado referência mundial. Atualmente, 97% do território brasileiro já está conectado, e a integração será concluída em breve com a entrada de Roraima no sistema. Com mais de 85% da energia proveniente de fontes renováveis, o país enfrenta o desafio de reforçar sua infraestrutura elétrica para acompanhar o crescimento da matriz, que deve se expandir em mais 30% até 2034.

O avanço nessas áreas reforça a posição do Brasil como protagonista no combate às mudanças climáticas e na construção de uma economia mais sustentável, baseada em inovação e no aproveitamento estratégico de seus recursos naturais.

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