A safra 2024/2025 de algodão na Bahia está em fase final, mas a colheita da última semana trouxe também conhecimento. Um grupo de 110 estudantes de jornalismo, de oito instituições de ensino superior da Bahia, participou de uma imersão na cadeia produtiva do algodão como parte das atividades do Prêmio Abapa de Jornalismo 2025, na categoria Jovem Talento.

A iniciativa, promovida pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), chega ao quinto ano consolidada como uma ponte entre o setor e o meio acadêmico. Desde a primeira edição, já envolveu mais de 430 alunos de dez faculdades públicas e privadas. Neste ano, o projeto integrou as comemorações dos 25 anos da Abapa, reunindo estudantes da UFBA, Unifacs, Unijorge, UniFTC, Uneb (Seabra e Juazeiro), Unifat e Uesb.

A programação teve início em Luís Eduardo Magalhães, no Complexo Bahia Farm Show, com palestras sobre qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade do algodão brasileiro, além de discussões sobre o papel do agronegócio no Oeste da Bahia.

No segundo dia, os participantes vivenciaram a prática em uma fazenda do Grupo Busato, acompanhando a colheita, o beneficiamento e a versatilidade da cultura, onde nada se perde. A visita também incluiu a indústria Icofort, especializada no processamento de caroço de algodão, e o Centro de Análise de Fibras da Abapa, referência no controle de qualidade da fibra produzida na Bahia e no Matopiba.

A experiência proporcionou aos futuros jornalistas uma visão ampla da importância do algodão, desde o campo até a indústria, reforçando o papel da cotonicultura como motor econômico, tecnológico e social. O Prêmio Abapa de Jornalismo, além de valorizar novos talentos, aproxima o jornalismo do agronegócio e fortalece o entendimento sobre a relevância da agricultura para o desenvolvimento da Bahia.

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