A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), proposta pelo Governo Federal para rendimentos mensais de até R$ 5 mil a partir de 2026, deve injetar cerca de R$ 8,27 bilhões na economia do Nordeste, segundo levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste (BNB).

O estudo estima que aproximadamente 1,9 milhão de trabalhadores nordestinos serão beneficiados, economizando em média R$ 4.356 por ano. A medida, aprovada pela Câmara dos Deputados e em análise no Senado Federal, tem potencial para impulsionar o consumo de bens e serviços em toda a região, estimulando o crescimento econômico local.

Quando considerados também os municípios de Minas Gerais e Espírito Santo atendidos pelo BNB, o impacto total deve chegar a R$ 9,13 bilhões, beneficiando quase 2,1 milhões de pessoas.

Na Bahia, o efeito será ainda mais expressivo: 540 mil trabalhadores formais devem ser contemplados, resultando em uma movimentação de R$ 2,3 bilhões adicionais na economia estadual. O aumento do poder de compra deve fortalecer especialmente o comércio e o setor de serviços, contribuindo para a redução das desigualdades regionais.

A proposta é considerada um passo importante em direção à justiça fiscal, pois reduz a carga tributária sobre as faixas de renda média e baixa, ampliando a capacidade de consumo das famílias e gerando um ciclo positivo de movimentação econômica.

Com a nova faixa de isenção, o Governo Federal reforça sua estratégia de ajuste tributário com foco em equidade social, promovendo o desenvolvimento econômico sustentável e a inclusão financeira de milhões de brasileiros, especialmente no Nordeste.

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