A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir o Plano de Desenvolvimento Agropecuário e Agroindustrial do Matopiba, região que abrange o sul do Maranhão, o Tocantins, o sudoeste do Piauí e o oeste da Bahia.

A proposta, apresentada pela deputada federal Roberta Roma, reuniu representantes dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, além de técnicos da Embrapa, da Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), prefeitos, secretários municipais e parlamentares. O encontro teve como foco o debate sobre os desafios e o potencial econômico do Matopiba, reconhecido como uma das principais fronteiras agrícolas do país.

Desde os anos 1980, a região tem registrado forte expansão na produção de grãos, especialmente soja e milho. O oeste baiano, em particular, se destaca por responder por mais de 90% da produção de grãos da Bahia, consolidando-se como um dos principais polos do agronegócio nacional.

Durante a audiência, foram apresentados detalhes do plano que busca incentivar o agronegócio e promover a industrialização local. O projeto prevê medidas voltadas à inovação, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia produtiva, mas também evidenciou gargalos estruturais que limitam o crescimento regional. Entre os principais desafios estão a insuficiência energética, a precariedade da infraestrutura logística e a escassez de políticas direcionadas à agroindustrialização.

A questão energética foi apontada como o principal entrave ao desenvolvimento do Matopiba. Municípios como Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia destacaram que a falta de energia tem dificultado investimentos em irrigação, processamento e geração de empregos, mesmo em áreas com alto potencial produtivo e grandes rebanhos bovinos.

O Plano de Desenvolvimento Agroindustrial do Matopiba representa um passo estratégico para transformar a região em um eixo de inovação, competitividade e sustentabilidade, ampliando a capacidade produtiva e fortalecendo a economia dos quatro estados que o compõem.

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