
Os custos do transporte de grãos registraram nova queda em setembro, acompanhando o fim do período de escoamento das safras em importantes regiões produtoras do Brasil. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a redução foi mais acentuada em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Distrito Federal, resultado direto da menor demanda por caminhões após o encerramento das colheitas.
Em Goiás, o comportamento segue o padrão sazonal típico do estado, quando há retração natural na procura por transporte agrícola. No Distrito Federal, além do fim da colheita do milho, o recuo foi influenciado por custos operacionais e variações no preço dos combustíveis.
No Mato Grosso do Sul, a diminuição gradativa da movimentação de cargas de curta distância também contribuiu para a queda nos valores, especialmente após o término da segunda safra de milho.
Na Bahia e em Mato Grosso, o cenário foi mais equilibrado. Em Luís Eduardo Magalhães, os preços permaneceram estáveis devido ao equilíbrio entre oferta e demanda de transporte para portos e indústrias. Já em Paripiranga, houve alta impulsionada pelo aumento do envio de milho para Vitória, Recife e Feira de Santana. Em Irecê, a menor atividade após o fim da safra reduziu os valores dos fretes.
No Piauí, os preços ficaram próximos da estabilidade, enquanto Maranhão, Paraná e São Paulo registraram alta. No Maranhão, o avanço médio foi de 5%, impulsionado pela forte demanda de transporte para a biorrefinaria de etanol de grãos em Balsas. No Paraná, a procura aumentou em quase todas as rotas, e em São Paulo, a elevação foi influenciada por maior demanda externa, favorecida por tensões comerciais entre Estados Unidos e China.
Exportações seguem firmes
As exportações brasileiras de milho atingiram 23,3 milhões de toneladas em setembro, volume ligeiramente inferior ao registrado no mesmo mês de 2024. Os portos do Arco Norte responderam por 42,5% dos embarques, seguidos por Santos (30,7%), Paranaguá (11,7%) e São Francisco do Sul (9,5%).
Entre janeiro e setembro, as exportações de soja em grãos somaram 89,5 milhões de toneladas, ante 93,8 milhões no mesmo período do ano anterior. O Arco Norte manteve forte participação, com 37,5% do total, seguido por Santos (34,2%), Paranaguá (12,9%) e São Francisco do Sul (5,2%).
