O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a comunidade ribeirinha do Jamaraquá, localizada na Floresta Nacional do Tapajós, no Oeste do Pará, em preparação para a COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que ocorrerá em Belém, entre 10 e 21 de novembro. A visita marcou o início de uma série de compromissos do governo federal voltados à valorização da Amazônia e das populações que vivem na região.

A comunidade de Jamaraquá é formada por mais de mil famílias de extrativistas e ribeirinhos que vivem de forma sustentável, combinando atividades como turismo de base comunitária, produção artesanal e fabricação de biojóias. Essa convivência harmoniosa entre desenvolvimento e preservação serve como exemplo de bioeconomia e sociobiodiversidade, princípios que estão no centro das discussões da COP30.

Lula destacou que o evento representa uma oportunidade histórica para o mundo enxergar a Amazônia além do discurso de preservação, reconhecendo também a importância econômica e social de quem vive na floresta. O presidente reforçou que manter a Amazônia em pé depende de investimentos em educação, saúde e geração de renda sustentável para as comunidades locais.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, também acompanhou a visita, destacando que o modo de vida das famílias da Flona do Tapajós é um exemplo prático de proteção ambiental com dignidade humana. A região abriga cerca de 1,2 mil famílias em mais de 500 mil hectares de floresta preservada, consolidando-se como um modelo de convivência equilibrada entre natureza e economia.

Nos dias 6 e 7 de novembro, o presidente comandará a Cúpula do Clima, que reunirá dezenas de chefes de Estado em Belém. O evento antecede oficialmente a COP30 e tem como foco alinhar compromissos e estratégias para o enfrentamento das mudanças climáticas e para a valorização dos ecossistemas amazônicos.

Com a realização da conferência em território brasileiro, o país se coloca novamente como protagonista nas discussões ambientais globais, apresentando ao mundo o potencial da Amazônia como símbolo de esperança, riqueza natural e caminho para um futuro mais sustentável.

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