A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) sediou o Simpósio Internacional sobre Justiça Climática e Adaptação de Periferias Vulnerabilizadas, um dos principais eventos da Semana Pré-COP30 de Salvador e do Programa Salvador Capital Afro. O encontro reuniu lideranças, pesquisadores e representantes de comunidades negras, periféricas e tradicionais para discutir os desafios da crise climática e o papel das cidades na construção de soluções inclusivas.

Promovido pelo Coletivo Nacional de Organização Negra (Connegro), o simpósio se consolidou como um espaço de articulação da sociedade civil, reforçando a importância da participação popular nas decisões ambientais globais. A iniciativa integra o Circuito de Escutas do Projeto Carta de Salvador, que percorre o Brasil e a África recolhendo contribuições para um documento a ser apresentado aos líderes mundiais durante a COP30, em Belém.

A programação contou com palestras e painéis sobre justiça climática, governança global e adaptação urbana, destacando experiências de enfrentamento às mudanças climáticas em territórios periféricos. O debate também abordou temas como território, gênero, governança de risco, saúde, segurança hídrica e juventude, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes e sustentáveis.

Durante o evento, os grupos de trabalho discutiram propostas relacionadas à justiça urbanística, direito à cidade, adaptação climática e resiliência comunitária, apresentando soluções locais para desafios ambientais complexos.

O ponto alto foi a apresentação da Carta de Salvador, documento político e técnico que reúne as principais demandas das comunidades brasileiras e africanas afetadas pela crise climática. A carta propõe financiamento climático, adaptação das periferias e reparação histórica, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 10, 11 e 13, que tratam da redução das desigualdades, cidades sustentáveis e ação climática.

O simpósio reforçou a mensagem central de que não há justiça climática sem justiça racial, reafirmando o protagonismo das periferias e comunidades tradicionais na defesa do meio ambiente e na construção de um futuro mais justo e sustentável.

Comente a postagem

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também