A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária encerrou sua programação com resultados considerados históricos para o fortalecimento do setor. Realizado no Parque Costa Azul, em Salvador, o evento reuniu mais de 10 mil produtos, cerca de 700 expositores distribuídos em mais de 150 estandes e representantes dos 27 Territórios de Identidade da Bahia. Ao longo de cinco dias, a feira recebeu um público estimado em 100 mil pessoas.

A feira consolidou-se como uma vitrine estratégica para a agricultura familiar baiana, ampliando mercados e fortalecendo a geração de renda para agricultores, cooperativas e associações. Os números de comercialização reforçaram esse impacto, com destaque para a venda expressiva de produtos in natura e industrializados, que exigiram reposição constante durante o evento.

Produtores do Litoral Norte da Bahia, por exemplo, comercializaram uma tonelada de laranja transformada em suco natural, superando as expectativas iniciais. Já cooperativas ligadas à cajucultura familiar registraram aumento significativo nas vendas de chope e cervejas artesanais de caju, impulsionadas pela grande circulação de visitantes e pela melhoria da infraestrutura do espaço.

A edição também ampliou áreas de convivência e valorização cultural, com destaque para a Tenda das Flores da Bahia, dedicada à produção de plantas ornamentais e ervas da agricultura familiar, e para o Caminho da Roça, que aproximou o público dos sistemas produtivos ligados ao café, cacau, mel, mandioca, queijos artesanais e ovinocaprinocultura.

Outro avanço foi a criação de um espaço exclusivo para os Queijos Artesanais da Bahia, reunindo produtores premiados e evidenciando a qualidade, identidade e diversidade da produção queijeira do estado. As tendas Indígena, Quilombola e de Artesanato também atraíram grande público, reforçando a diversidade cultural e produtiva dos povos e comunidades tradicionais.

Os Territórios de Identidade apresentaram uma ampla variedade de produtos artesanais e agroecológicos, como derivados de milho crioulo não transgênico, méis especiais, geleias, licores, vinagres, panetones de mandioca, produtos à base de licuri e itens produzidos com frutas da caatinga, destacando inovação, sustentabilidade e valorização dos saberes locais.

O Vale do Jiquiriçá teve participação histórica, com presença de todos os municípios do território. O número de empreendimentos, produtos e pessoas envolvidas no processo produtivo cresceu de forma expressiva em relação à edição anterior, reforçando o avanço da organização produtiva regional.

Além da comercialização, a programação técnica contou com seminários, oficinas, encontros temáticos, rodadas de negócios e debates sobre agroecologia, cooperativismo, avicultura familiar, biodiesel e políticas públicas, consolidando a feira como espaço estratégico de articulação técnica, institucional e econômica da agricultura familiar baiana.

Ao final, a 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária reafirmou seu papel como uma das maiores iniciativas do setor no país, ampliando a visibilidade da produção baiana, fortalecendo a economia solidária e aproximando o campo do consumidor urbano.

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