O advogado criminalista Antônio Augusto de Figueiredo Basto, conhecido por representar réus que obtiveram a homologação de acordo de colaboração com Sergio Moro, é alvo de uma investigação do Ministério Público Federal que pode vir a alcançar integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. As suspeitas da existência de um esquema de recolhimento de propinas de doleiros por parte do advogado, que seriam destinadas a membros da Lava Jato, constam da denúncia de 59 páginas, assinada pelo chefe da força-tarefa do MPF do Rio de Janeiro, Eduardo Hage e outros dez procuradores. O documento foi entregue no dia 21 de janeiro ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal. Em depoimento ao Ministério Público, citado na denúncia, Basto admitiu uma série de operações financeiras clandestinas, realizadas de 2008 a 2016, através das quais movimentou algo em torno de US$ 3,5 milhões, o equivalente a quase R$ 15 milhões de reais. O MP ainda investiga se o escritório de Basto funcionaria como canal para repassar propinas a investigadores da própria Lava Jato.

 

 

 

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