O momento é de dúvida, medo e incerteza.
Se por um lado ninguém pode afirmar o que acontecerá amanhã, na pós-pandemia de Coronavírus, por outro, grande parte da população brasileira desconhece o hoje, a política de saúde implementada pelos governos.
Não há uma única semana em que os órgãos de saúde do país não mudam os protocolos. Ontem (14|mai), por exemplo, a Bahia passou a considerar o resultado Positivo através de Teste Rápido. Até então só o Negativo era aceitável.
No caso de Barreiras não tem sido diferente!
O atual governo municipal, que desenvolve ajustada propaganda política, cambaleia no quesito comunicação social.
O que era visível e questionável, a falta de interlocução direta com a população, tornou-se gritante nos dias atuais.
Inúmeros profissionais de rádio, impressos e digitais do Oeste da Bahia reclamam da falta de transparência e inacessibilidade dos dirigentes do município.
Diferente de ministros, secretários, governadores e prefeitos do mundo inteiro – inclusive aqui da região, que reúnem diariamente profissionais de comunicação para prestar contas das ações de saúde e apresentar possíveis soluções econômicas em meio ao caos, a Prefeitura de Barreiras presunçosamente faz pouco caso.
Há pouco, nesta sexta-feira (15|mai), Edilene Gonçalves Figueiredo, moradora da comunidade rural do Tatu, denunciou nas redes sociais a situação em que sua família enfrenta.
Acompanhe:
Boa tarde
Venho aqui fazer um desabafo, falar de um descaso, falta de respeito, nem sei que nome posso dar pra secretaria de saúde de Barreiras.
Minha irmã foi testada positivo para o Covid-19, desde quarta-feira à noite onde recebeu o diagnóstico pôr telefone, sem nem se preocupar com o estado emocional da paciente.
Ela é uma pessoa que já teve problemas pulmonar. Minha irmã só tava saindo de casa para trabalhar até o dia que parou as atividades, no qual ela exercia a função de merendeira numa escola do município.
Desde de quarta-feira depois dá ligação não veio ninguém da secretaria de saúde aqui nos orientar, acompanhar dá um suporte para a paciente, falaram que viriam fazer o teste em todos da casa é até agora ninguém apareceu. Temos 2 pessoas idosas, sendo que um desse idoso é diabético e o outro hipertenso, temos crianças que pode ter contraído o vírus. E ai como vamos proceder diante de uma situação dessa?
Eu quero uma resposta da secretaria de saúde de Barreiras. Uma resposta das autoridades.
No início da noite de ontem, o secretário de Saúde de Barreiras, Anderson Vian, e o diretor de Comunicação da Prefeitura, Edivaldo Costa, foram contactados via WhatsApp, por este blog, sobre a situação no Tatu.
Naquele momento, Edilene relatava todo o fato ao ZDA. Mas infelizmente, até a publicação deste post, a Prefeitura não respondeu absolutamente nada acerca da situação.
Desde o primeiro contato com Edilene Gonçalves Figueiredo ficou claro sua revolta e sentimento de abandono.
Daqui a pouco, a Prefeitura deve lançar mão do seu protocolo de comunicação, um texto em formato digital quase incompreensível para maioria da população ou através de um vídeo em tom de auto-ajuda.
A imprensa, independente do que pensa o prefeito ou sua agência de marketing, é aquela que fala e ouve a população. Boa ou ruim, num prédio ou à sombra de um ipê, dum notebook Apple de última geração ou por um carcomido pc Intell 133, ouvir os formadores de opinião e respondê-los, sejam eles alinhados ou não ideologicamente com os poderosos do momento, é uma obrigação. E, mais do que isso, reflete a preocupação de fato com o cidadão lá na ponta, lá no Tatu, no São Sebastião, no Mucambo, no Sombra da Tarde…
Para quem com mestria conta a glória de uma rua asfaltada e delicadamente pintada, faltam sensibilidade e empatia para com as pessoas comuns.