
O semiárido nordestino está passando por uma transformação com a implantação de adutoras que garantem o abastecimento contínuo e seguro de água. As obras, realizadas pelo Governo Federal por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), fortalecem a agricultura familiar, impulsionam a economia local e melhoram a qualidade de vida em regiões historicamente afetadas pela seca.
Esses sistemas asseguram que a água do Rio São Francisco e de outras fontes chegue a casas, escolas, hospitais e áreas produtivas, reduzindo os impactos da estiagem e promovendo desenvolvimento sustentável.
Entre os projetos em destaque está a Adutora da Fé, em Bom Jesus da Lapa (BA), que desde o início de 2025 abastece mais de 47 mil pessoas. A segunda etapa ampliará o alcance para 140 mil habitantes até 2040, atendendo também municípios vizinhos e comunidades rurais.
No Ceará, a Ampliação do Eixão das Águas vai beneficiar 4,6 milhões de pessoas em 10 municípios, metade da população do estado. A obra, com 38,5 km de extensão e orçamento de R$ 1,25 bilhão pelo Novo PAC, deve ser concluída até 2028. Já o Sistema Adutor Banabuiú, integrante do Projeto Malha D’Água, já abastece mais de 280 mil pessoas e, quando finalizado, chegará a 5,6 milhões de beneficiados até 2041.
Em Pernambuco, a Adutora do Pajeú, com 193 km de extensão e 80% concluída, atenderá cerca de 240 mil pessoas em 28 municípios de Pernambuco e Paraíba até dezembro de 2025. Outra obra estratégica é a Adutora do Agreste, que beneficiará mais de 669 mil habitantes em 23 municípios, com investimento de R$ 1,71 bilhão.
No Piauí, a Adutora de Jaicós, com 54,5 km de extensão, garantirá abastecimento para 22 mil pessoas até 2027.
Com planejamento estruturado e investimentos contínuos, as adutoras no semiárido consolidam a política de segurança hídrica e asseguram desenvolvimento econômico e social de forma duradoura.
