A Bahia avança na reorganização das principais cadeias produtivas do agronegócio com o relançamento de suas câmaras setoriais, estrutura estratégica para planejamento, articulação e definição de políticas públicas voltadas ao setor.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura firmou um termo de cooperação com a Fundação Luís Eduardo Magalhães para reativar e implantar até 22 câmaras dedicadas a cadeias consideradas essenciais para a economia agropecuária. O acordo prevê investimentos de até R$ 10 milhões e execução em 12 meses, com foco na modernização da governança produtiva.

O programa contempla segmentos que sustentam grande parte da produção rural baiana, como algodão, carne, leite, florestas plantadas, aves, pesca e aquicultura, grãos, mel, cacau, sisal, citros e dendê. O objetivo é recuperar espaços de diálogo que perderam força nos últimos anos e restabelecer um canal permanente entre governo, entidades representativas, produtores e indústria. Cada câmara deverá realizar quatro reuniões ordinárias por ano, além de encontros extraordinários quando necessário.

A retomada ocorre em um momento de mudanças significativas no campo. A expansão da agricultura irrigada, o crescimento da produção de grãos no Oeste, a recuperação da cacauicultura, o avanço da fruticultura e o esforço para reorganizar a pecuária leiteira exigem maior integração entre políticas públicas, investimentos privados e ações de extensão rural. Esse alinhamento deve ganhar impulso com a nova estrutura.

Os recursos do acordo serão direcionados à mobilização de todos os elos das cadeias produtivas, contratação de equipes técnicas, organização das reuniões e suporte logístico. O plano inclui ainda caravanas técnicas para estimular a troca de experiências e difusão de práticas de gestão, tecnologia e sustentabilidade no interior do Estado.

Com a reestruturação das câmaras setoriais, o governo baiano busca superar gargalos históricos, fortalecer a competitividade regional e alinhar as prioridades do agronegócio com o planejamento público. A meta é transformar essas instâncias em fóruns permanentes de diagnóstico, coordenação e proposição, fundamentais para que o setor avance em um cenário de mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.

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