Profissionais da saúde mental de cinco municípios do oeste da Bahia se reuniram em Luís Eduardo Magalhães para trocar experiências, discutir estratégias e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O evento, chamado Conexão entre CAPS, foi promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, e contou com a presença de mais de 50 profissionais, incluindo representantes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).
A proposta central foi qualificar equipes, compartilhar boas práticas e construir estratégias conjuntas para aprimorar o cuidado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A iniciativa reforça a integração entre os municípios e fortalece a rede de saúde mental na região.
Os CAPS são unidades estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS), voltadas ao acompanhamento contínuo e comunitário de pessoas em sofrimento psíquico intenso, como transtornos mentais graves e persistentes, além de casos relacionados ao uso de álcool e outras drogas. O modelo substitui o atendimento hospitalar tradicional, priorizando práticas humanizadas e integradas.
Em Luís Eduardo Magalhães, funcionam duas modalidades: o CAPS I, com atendimento ambulatorial em diversas especialidades, e o CAPS AD, especializado no cuidado de pessoas com transtornos associados ao uso de álcool e outras drogas. Ambos contam com equipes multiprofissionais formadas por médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e farmacêuticos.
O encontro também demonstrou a importância do fortalecimento regional, já que a integração entre cidades vizinhas permite criar protocolos comuns, articular políticas públicas e adaptar diretrizes nacionais à realidade do oeste da Bahia. A presença da Sesab reforçou o compromisso do Estado em apoiar tecnicamente e consolidar uma política de saúde mental sólida e acessível.
A expectativa é de que encontros como esse se repitam periodicamente, ampliando a participação de municípios e incentivando a formação contínua das equipes. Dessa forma, Luís Eduardo Magalhães se consolida como referência regional na construção de uma rede de cuidado humanizada, inclusiva e voltada à dignidade das pessoas em sofrimento mental.
