O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou estudo técnico elaborado pelo Hospital Sírio Libanês a respeito do uso da substância da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento contra o Covid-19 – coronavírus. A entidade quer orientar magistrados em eventuais tomadas de decisões em pedidos pelo fornecimento dos medicamentos.

Pelo documento, “a eficácia e a segurança dos medicamentos em pacientes com Covid-19 é incerta e seu uso de rotina para esta situação não pode ser recomendado até que os resultados das pesquisas em andamento possam avaliar seus efeitos de modo apropriado”.

Parecer Técnico  está disponível no e-NATJus Nacional, plataforma que, por meio de consultoria à distância, dá suporte técnico para a avaliação, sob o ponto de vista médico, das demandas judiciais relacionadas com a atenção à saúde.

O Ministério da Saúde divulgou informação de que validou o medicamento e autorizou o seu uso, mas apenas para pacientes em estado grave, uma vez que ainda não há evidências consolidadas que sustentem a aplicação da substância de forma indiscriminada, mas somente nos casos em que não houver outra alternativa.

O parecer elaborado pelo Hospital Sírio Libanês destaca ainda que “a falta deste medicamento para pacientes portadores de doenças para as quais a hidroxicloroquina está formalmente indicada – incluindo doenças crônicas autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide – já é uma realidade”.

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