Após o pronunciamento do presidente da República Jair Bolsonaro em cadeia nacional de rádio e televisão, na noite de terça-feira (24), uma parte maior dos políticos por todo o país emitiu opinião contrária a dele, que relativizou os efeitos da pandemia de coronavírus à saúde humana.
Aliado de Bolsonaro desde a primeira hora, o governador de Goiás Ronaldo Caiado, que é médico, criticou o presidente, durante entrevista coletiva. “Fui aliado (de Bolsonaro) durante todo o tempo, mas não posso admitir que venha agora lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por qualquer coisa. Ignorância não é virtude”.
Dos 26 governadores de Estados, 21 foram à imprensa criticar publicamente a postura de presidente e pedir à população para ficar em casa. Na Bahia, o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o governador do Estado, Rui Costa, também confrontaram a fala de Bolsonaro.
Mas na região Oeste, seus principais líderes permanecem mudos.
O prefeito de Barreiras, Zito Barbosa, que votou e apoiou Bolsonaro, sumiu há dias e nada comenta sobre a fala do chefe da Nação.
Os deputados estaduais Antonio Henrique Júnior e Jusmari Terezinha, governistas na Assembleia Legislativa, também não disseram coisa nenhuma sobre as últimas declarações do presidente.
O deputado federal Tito, membro da bancada de sustentação de Jair Bolsonaro na Câmara, desapareceu.
O que esperamos verdadeiramente dos nossos líderes neste momento difícil é que direcionem ações e atitudes, que ajudem a buscar soluções e, sobretudo, que procurem acalmar seu povo – sem mentiras ou ocultação da verdade. Diferente de Jair Bolsonaro, que segue rigorosamente o mesmo discurso de 30 anos de carreira, culpando todos por tudo e elegendo inimigos imaginários, aqueles que se disponibilizaram a nos governar, que primeiro se apresente e estabeleça quais determinações nós, o povo, devemos seguir.