A poeira que há décadas marcava o cenário da Linha Branca, no distrito de Rosário, em Correntina, agora começa a dar lugar ao asfalto — e junto com ele, a uma nova realidade para a produção agrícola do Oeste baiano. Com obras avançando em ritmo acelerado, a estrada, que corta uma das áreas mais produtivas da Bahia, está se transformando num verdadeiro corredor logístico entre as BRs 020 e 349.

São 84 quilômetros que, até pouco tempo, ainda castigavam caminhões carregados de grãos, insumos e esperanças. Agora, com a chegada do asfalto, mais de 80 mil hectares de lavouras começam a respirar aliviados — ou melhor, a circular com menos custo, menos risco e mais velocidade.

Por trás da obra está a articulação entre quem realmente entende do campo: a Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), a Abapa (Associação Baiana dos Produtores de Algodão) e os próprios produtores da região, unidos na Associação Linha Branca/Cambará. O Governo do Estado entrou como parceiro institucional, viabilizando o que muitos achavam distante: uma estrada digna do peso que a região carrega na balança do agronegócio baiano.

A pavimentação começou no dia 19 deste mês e está dividida em frentes de trabalho simultâneas. Tratores, caçambas e rolos compressores avançam pelo trecho com um objetivo claro: entregar ainda este ano uma estrada que conecte a produção local às grandes rodovias federais com mais eficiência e segurança.

E não para por aí. A Linha Branca faz parte de um pacote mais amplo de ações que vêm redesenhando a logística do agronegócio na região. Recentemente, a Aiba e suas parceiras concluíram também os 58 km da Estrada do Café e a ligação do Alto Horizonte à BA-462. E ainda estão em curso obras de pontes sobre os rios Itaguari e Arrojado — acessos essenciais para regiões que vivem, literalmente, do que colhem.

Essa transformação viária é fruto da força de uma região que não espera apenas por promessas: organiza, articula e executa. O Oeste baiano, de onde saem milhões de toneladas de grãos por ano, está pavimentando mais que estradas — está abrindo caminhos para um futuro mais integrado, produtivo e sustentável.

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