Murtaja aos 10 anos em imagem da CNN

Promotores da Arábia Saudita estão acusando formalmente o jovem Murtaja Qureiris, de 18 anos, de fazer parte de “um grupo terrorista extremista”. Casos como esse, no país do Oriente Médio, têm pena máxima de crucificação e desmembramento do corpo do condenado. Murtaja foi preso aos 13 anos de idade, e foi mantido na cadeia, sem qualquer acusação formal, até os 18 anos. De acordo com a Organização Saudita-Europeia para os Direitos Humanos, o jovem foi primeiro mantido em confinamento, numa solitária, e, em seguida, passou por sessões de tortura e outros tipos de abuso e coação para que admitisse os crimes. Só ao atingir a maioridade, em 2018, o jovem foi então formalmente acusado de delitos que teriam sido cometidos três anos antes de sua captura, quando ele tinha apenas 10 anos de idade.

“O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, é um dos maiores aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. Essa condição mina frequentemente o argumento americano de promover a democracia e os direitos humanos como valores universais. Como os sauditas são, ao mesmo tempo, os maiores exportadores mundiais de petróleo, com 18% das reservas do mundo, qualquer interferência estrangeira em seus assuntos internos pode levar a represálias capazes de alterar o fluxo internacional de um produto vital para todas as grandes potências”, escreve João Paulo Charleaux, do portal Nexo Jornal.

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