O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), criaram o Observatório Nacional de Casos de Alta Complexidade e Grande Impacto e Repercussão, que reúne informações acerca da pandemia de Coronavírus (Covid-19) no Brasil.
Dentre as várias ferramentas usadas, o Observatório Nacional incluiu também as notificações de mortes pela doença fornecidas em tempo real pelos cartórios do país através do portal Transparência do Registro Civil.
De acordo com as informações do portal, em 2020 os óbitos por insuficiência respiratória quase triplicaram numa comparação com 2019.
No ano passado, 38404 pessoas morreram por problemas no sistema respiratório, uma média de 3200 óbitos por mês. Já em 2020, até o dia 7 de abril, 35238 pessoas perderam a vida pela mesma causa, resultando em 8809 óbitos por mês.
Na Bahia, os dados também são alarmantes, seguindo o mesmo aclive de mortes apresentado pelo país.
Segundo o Registro Civil, em 2019, o Estado teve 2198 casos de óbitos por insuficiência respiratória, uma média de 183 mortes por mês. Nesta ano, em apenas 4 meses, 1670 pessoas morrem pela troca inadequada de gases no sistema respiratório, somando 417 mortos por mês.
Em 2019, o Brasil contabilizou 50907 óbitos por pneumonia; 4242 mortos por mês. Em 2020, o Registro Civil aponta 47890 falecimentos pela doença, um média de 11972 por mês – quase 4 vezes a mais em comparação com o ano anterior.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a Covid-19 é uma doença infeciosa causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dificuldade em respirar. Os casos mais sensíveis da enfermidade, segundo a OMS, podem evoluir para pneumonia grave com insuficiência respiratória grave, falência de vários órgãos e morte.