Portaria assinada pelo procurador da República, Adnilson Gonçalves da Silva, no último dia 24, aponta que o Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar os impactos ao Rio São Francisco e afluentes baianos dos rejeitos provenientes do rompimento da Barragem do Feijão, da Vale, em Brumadinho, no estado de Minas Gerais.

Para instauração do procedimento, o representante do órgão federal considerou a realização de uma audiência pública, no auditório do Colégio Modelo, em Bom Jesus da Lapa, no Oeste da Bahia, em abril.

Na oportunidade, ficou esclarecido que a lama da barragem de Brumadinho não havia atingido, naquele momento, o Rio São Francisco na altura dos municípios baianos. Além disso, ficou acordado que haveria monitoramento constante da Vale, Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

Em março deste ano, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) divulgou que os rejeitos atingiram o Rio São Francisco. A informação foi divulgada em nota técnica, durante o Seminário Pós-Brumadinho. Em janeiro, a entidade havia feito uma pesquisa em que apontava a possibilidade de contaminação.

A informação contestou uma nota técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF), que concluiu que os rejeitos não atingiram o reservatório da Hidrelétrica de Três Marias, na Região Noroeste de Minas e Gerais, e nem o Rio São Francisco. A Organização Não Governamental (ONG) SOS Mata Atlântica, assim como a Fundaj, apontou a contaminação.

A bacia tem uma extensão de quase 640 mil quilômetros quadrados, entre Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O “Velho Chico” contribui para geração de energia hidrelétrica e para a fruticultura irrigada – principalmente no polo Juazeiro–Petrolina, entre Bahia e Pernambuco, onde se localiza a maior produção nacional de manga e uva para exportação.

Agencia Brasil

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