Na canção “Herdeiro da Pampa Pobre”, letra do Vaine Darde e música de Gaúcho da Fronteira, popularizada, porém, pela banda Engenheiros do Havai, conta sobre as transformações política, econômica e social que o Brasil passava no início dos anos 90.

No trecho da música, “se for preciso, volto a ser caudilho”, surge a ideia de defender o território, o Pampa (bioma típico do estado do Rio Grande do Sul), e de até evocar antigos líderes para lutar por aquilo que um dia eles tiveram.

Na frase “por essa pampa que ficou pra trás”, há a leitura de um passado esquecido pela sociedade atual, que parece mais preocupada com resultados imediatos do que com princípios de sustentabilidades social, ambiental e econômica.

Mais na frente, a letra diz “porque não quero deixar pro meu filho a pampa pobre que herdei de meu pai”, o autor parece falar que te incomoda o duro fato de ter que deixar para as novas gerações dívidas e, consequentemente, pobreza.

Lembrei-me hoje dessa canção, ao saber que o atual prefeito de Barreiras, Zito Barbosa, quer tomar um novo empréstimo para custear o fim de sua gestão.

Há pouco o Jornal O Expresso, de Carlos Alberto Reis Sampaio, publicou uma verdadeira ressonância magnética das contas públicas municipais.

Pelos dados, Zito Barbosa recebeu a Prefeitura de Antonio Henrique, em 2017, com R$ 151 milhões em dívidas. Após sete anos, esse montante chegou perto de 600 milhões de reais.

Se não bastasse a escalada do endividamento, Zito agora, no fim do seu governo, está pronto para mais um empréstimo, mais dívida. Ao todo, até o momento ele já tomou dos bancos R$ 273 milhões.

Um poço sem fundo!

Nem a venda do prédio da Prefeitura, na principal avenida de Barreiras, por 10 milhões de reais, sacia sua sanha por dinheiro.

Somada essa enorme fortuna, o governo do ex-prefeito de São Desidério teve ainda mais de 200 milhões de recursos extras do precatório do Fundef.

Pelas contas do Município, sem os empréstimos, Zito já gerenciou algo próximo a R$ 5 bilhões.

É muita grana!

No próximo sábado, dia 17, um grupo de pessoas deve se reunir, no auditório do Hotel Morubixaba, para tentar dar um basta a gastança transloucada e desmedida de Zito.

O planejamento nunca existiu!

Para as novas gerações, o futuro ex-prefeito de Barreiras já deixa a dívida mensal de R$ 6,5 milhões. É dinheiro que fará falta à saúde, educação e, claro, ao asfalto, dia após dia, por anos.

Zito, ao que parece, quer nos deixar herdeiros de um vale pobre, a pampa do Rio Grande.

Se for preciso, eu volto a ser caudilho!

 

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