O Brasil é o quarto país que mais comenta sobre o COVID-19 (Coronavírus) no mundo, afirma estudo feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas sobre o comportamento dos brasileiros nas redes sociais em relação à nova doença.
Apesar da grande disseminação do assunto, um dado chamou a atenção dos pesquisadores: 34% das menções eram imagens consideradas engraçadas pelos internautas, conhecidas como “meme”. O número ultrapassou os tuites de notícias, que somavam 17%.
Essa relativização das coisas, demonstração clara da infantilização da população, é tratada na obra Men to Boys: The Making of Modern Immaturity (“Homens-Meninos: A Construção da Imaturidade Moderna”), do professor de história moderna da Universidade Penn State, Gary Cross, de 2008.
Para Cross, “quem produz a moderna cultura de consumo e de mídia aprendeu a alimentar essa rejeição a modelos antigos de maturidade “, evidenciado também na forma de se comunicar, principalmente nas redes sociais, através de imagens.
Mas para a professora do curso de Marketing Digital do Centro Universitário Internacional Uninter, “embora os memes sejam uma forma divertida e informal de conteúdo, eles podem servir para educar e disseminar informações de qualidade como dar dicas e deixar mensagens positivas de forma descontraída’’.
