O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) deflagrou a Operação Passiflora, ação de alcance nacional voltada ao combate ao tráfico de drogas e armas, com foco principal na região Oeste da Bahia. A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e contou com o apoio da Cipe Cerrado, resultando no cumprimento de mandados de prisão e busca em Barreiras.

As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada, com atuação em diversos estados, responsável pelo transporte, armazenamento e comercialização de drogas e armamentos. No total, foram expedidos sete mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente na Bahia, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

Em Barreiras, um dos investigados foi preso durante a execução das ordens judiciais. As autoridades identificaram uma rede hierarquizada, com divisão de tarefas que envolvia logística, transporte e gestão financeira dos lucros obtidos com o tráfico.

A Operação Passiflora é um desdobramento de investigações iniciadas no Paraná em 2024, após a prisão do suposto líder da organização, acusado de envolvimento no tráfico internacional de drogas e de ter ligação com o assalto ao Banco Central do Brasil, que resultou no roubo de R$ 165 milhões.

O objetivo da operação é desarticular toda a cadeia operacional do grupo, atingindo tanto os executores quanto os responsáveis pelo financiamento e distribuição de drogas e armamentos. O material apreendido será periciado, e os investigados responderão por tráfico de drogas, associação criminosa e comércio ilegal de armas.

A ação integrada entre o MP-BA e as forças de segurança estaduais e federais reforça o compromisso do Estado no enfrentamento ao crime organizado e na fortalecimento da segurança pública no interior. No Oeste baiano, especialmente em Barreiras e municípios vizinhos, a operação busca conter o avanço de redes criminosas que utilizam a região como rota de tráfico.

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