O fato acerca da publicização de conversas entre membros do judiciário sobre o julgamento do ex-presidente Lula, no portal The Intercept Brasil, tem servido para consolidar ainda mais o nosso real descompromisso com a verdade e o conjunto de regras morais que sustentam o modelo brasileiro de sociedade.

O que diferencia a democracia da barbárie é o cumprimento e a obediência às normas, às leis. A visão de justiçamento que parte do povo brasileiro alimenta demonstra nosso desapreço à civilidade e o apego imoral à desfaçatez.

É preciso ficar claro que o alinhamento do ex-juiz Sérgio Moro com o promotor Deltan Dallagnol no sentido de condenar Lula não faz do líder político inocente.

Por mais que pareça óbvio que o ex-presidente tenha cometido um crime, para à própria manutenção da Justiça como mediadora de conflitos e interesses – se assim desejamos -, não podemos endossar o uso de atalhos jurídicos e de subterfúgios ideológicos no afã de fazer justiça.

Lula, Moro e Dallangnol precisam ser julgados!

Que todos; do esquerdista ao bolsominion e do puro ao pseudomoral, possam receber o mesmo tratamento e ter sempre os mesmos direitos.

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